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Promoção do turismo mexicano passa por FITA

26 de Outubro de 2011 9:56am
Promoção do turismo mexicano passa por FITA

O Grupo Excelências participou da segunda edição da Feira Internacional do Turismo das Américas (FITA), realizada na Cidade do México no último mês de setembro. Ali, conversamos com Juan Carlos Hinojosa, diretor geral do evento, que avança em seu posicionamento como o forum mexicano mais importante para promover o setor nos níveis nacional e internacional.

Sabemos que o objetivo da FITA é abrir canais de inversão e fortalecer as relações comerciais do setor. De que maneira esses objetivos foram cumpridos na edição presente?

-Toda feira tem dois grandes objetivos: promover o produto ou destino que está sendo vendido e reativar um setor. Então, com FITA se trata de ajudar o México a fomentar sua atividade turística, tanto do ponto de vista receptivo como emissivo.

O México já ocupa um lugar muito importante do ponto de vista receptivo - o décimo lugar - e o décimo terceiro na captação de divisas. Do ponto de vista emissivo, o país aporta, junto com o Canadá, 25% do total de turistas que a América gera (total de 150 milhões de turistas por ano). Os Estados Unidos são responsáveis por 50% e os outros 25% são gerados pelos outros países da América Latina.

No entanto, nos últimos anos México se viu afetado tanto pela situação econômica que viveu o mundo, como pela situação interna do país (primeiro pela pandemia e agora pela insegurança), o qual afetou sua imagem e fez com que seus índices de turismo baixassem. Assim, cumprir a meta que nos propôs a OMT de ser um destino que receba 50 milhões de turistas por ano, não será fácil. Temos um déficit de 12 milhões e temos que pôr em funcionamento uma série de ações que permitam ir incrementando esse fluxo, pois podemos ser uma grande potência nesta área.

O motivo da feira é, precisamente, reativar o setor e atrair mais conhecedores do turismo do âmbito internacional que possam divulgar no exterior a situação do México.

Em números, que contribuições a feira fez?

-Nesta segunda edição, a feira cresceu 40%, o que implica mais assistência. Tivemos uma participação de 60 países dos cinco continentes, considerando expositores e visitantes. Houve mais de 12 000 visitantes e participaram mais de 40 mil pessoas do público em geral, o que significa ter dobrado o número anterior. Isto diz-nos sobre uma feira que cresceu em números.

Isso é devido a um posicionamento progressivo da feira. A USA Travel, organismo que une a todos os destinos dos Estados Unidos, recomendou-nos em sua análise das 15 feiras que seus associados devem assistir e somos uma das duas feiras da América que foram recomendadas. Isso nos ajudou muito. O fato de sermos parte da OMT também nos ajuda. E, além disso, por estarmos buscando uma maior participação das organizações do turismo no México.

Nós queremos que esta feira seja reconhecida pelo que é uma feira para os mexicanos, para o setor turístico. Já estávamos precisando de uma feira internacional. Levamos 35 anos pendentes disso, de uma feira adicional à local que temos (Tianguis Turístico), que por sinal é muito boa. Necessitávamos um espaço que nos permitisse intercambiar conceitos, abrir novas cadeias de produção e novos mercados (como os mercados emergentes, entre eles China e Brasil).

Há uma enorme presença da Ásia nesta edição...

-Sim, porque, além da Rússia, é uma região que está crescendo muito. Queremos receber turismo destes países e enviar turistas para lá. Há mercado suficiente para o turismo receptivo e emissor. Queremos, também, gerar mais empregos em relação a essas novas oportunidades. O turismo gera um a cada quatro empregos no país, o qual implica mais de dois milhões, sem contar que, de maneira indireta, são mais de quatro milhões.

O que se pode dizer sobre as diferenças e semelhanças entre as edições de 2010, 2011 e a de 2012 que está por vir?

-Eu o dividiria em três partes: primeiro, mais pavilhões. Aprendemos com a primeira edição que, de acordo com as sugestões e solicitações dos participantes, é necessário especializar a feira para que eles possam abordar seus objetivos de maneira direta. Então, como todas as grandes feiras, FITA começa lentamente a se especializar.

Segundo, como te dizia, houve uma maior participação, tanto de visitantes profissionais como de público em geral, e maior presença de organizações vinculadas ao turismo.

Terceiro, tivemos um leque amplo de atividades para analisar o que está passando no turismo em geral, e entre elas se destaca a análise tecnológica. Tivemos 52 seminários, por produto e destino; 26 palestras sobre gastronomia nacional e internacional; 26 degustações de vinho; mais de 19 apresentações artísticas e culturais de diferentes países e um fórum do qual participaram mais de 44 palestrantes em 14 temas a discutir sobre a perspectiva do turismo no México. Por isso, é uma parte complementar da feira, que lhe da muita força.

Qual poderia ser a marca registrada de FITA para distinguir-se se outras feiras da área?

-Não pode ser algo estático. As feiras têm que se ajustar e evoluir com as necessidades do seu tempo. Cada edição apresentará novos desafios. Através de estudos sabemos que isso deve ser feito de maneira constante. Ainda que o turismo não seja uma ciência exata, requer ferramentas de medição e avaliação que permitam realimentar a feira. Por exemplo, as pesquisas. Sempre vamos requerer enquetes, tanto de uma área acadêmica como outra de mercado, para saber o que as pessoas querem e para ter clara a demanda de clientes. Os clientes da FITA são expositores, compradores, destinos, países, hotéis, operadores turísticos, atacadistas, etc.

FITA é uma feira muito jovem, mas já posso adiantar que vamos incorporar o turismo online. É uma novidade no mercado que vai se integrando gradualmente e, portanto, deve ser presença nas feiras desse setor.

Quais são os desafios para a próxima edição?

-O primeiro desafio é manter as datas, de 20 a 30 de setembro de cada ano, sempre de quinta a domingo (dois dias para profissionais e dois dias para o público). É a única forma de conseguir que a feira se posicione, não só na mente do público, mas em suas agendas e no circuito de feiras internacionais, que é muito complexo.

O segundo desafio é fazer com que as pessoas endossem a feira, que seja um evento dos mexicanos, do setor, que seja a feira de entrada a toda a oferta impressionante que tem o México, porque é um país que tem de tudo. Podemos ser uma potência!

Quem deve ser acrescentado? Falta o governo federal?

-O governo federal e o governo local já estão. Talvez requisitaremos uma participação mais forte, mais determinada. Precisamos fazer com que as oportunidades dos empresários privados sejam as oportunidades do México, porque vamos na mesma direção.   

Mais alguma coisa a complementar...

-Esperamos a participação do Grupo Excelências para a próxima feira... Nosso pavilhão de meios tem uma importância muito grande e em poucas feiras se valoriza como nós valorizamos em Fita. Para nós é determinante, porque é nosso meio de comunicar às pessoas o que fazemos e queremos.
 

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